sábado, 18 de janeiro de 2014

Radiação letal

Em1977 , cientistas britânicos detectaram pela primeira vez a existência do buraco na camada de ozônio sobre a Antártica. Desde então, têm se acumulado registros de que a camada tem se tornado mais fina em várias partes do mundo ,principalmente nas regiões mais próximas do Pólo Sul e recentemente do Pólo Norte. Diversas  substâncias químicas acabam destruindo o ozônio quando  reagem com ele. Tais substâncias contribuem também para o aquecimento do planeta ,conhecido como efeito estufa. A lista negra dos produtos danosos à camada de ozônio incluem os óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos exaustores dos veículos e o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis ,como o carvão e o petróleo. Mas ,em termos de efeitos destrutivos sobre a camada de ozônio ,nada se compara ao grupo de gases chamado clorofluorcarbonos, os CFCs.
Problemas causados pelos raios ultravioleta
Apesar de a camada de ozônio absorver  a maior parte  da radiação ultravioleta, uma pequena porção atinge a superfície da Terra. É essa radiação que acaba provocando o câncer de pele, que mata milhares de pessoas por ano em todo o mundo .A  radiação ultravioleta afeta também o sistema imunológico , minado a resistência humana  a doenças como herpes .Os humanos não são os únicos atingidos pelos raios ultravioleta. Todas as formas de vida ,inclusive   plantas ,podem ser debilitadas. A credita-se que níveis mais altos da radiação podem diminuir a produção agrícola , o que reduziria a oferta de alimentos. A vida marinha também está ameaçada , especialmente o plâncton (plantas e animais microscópicos) que vive na superfície do mar .Esses organismos minúsculos estão na base da cadeia alimentar  marinha e absorvem mais da metade das emissões de dióxido de carbono ( CO2 ) do planeta.
Uma série de fatores  climáticos faz da estratosfera sobre a Antártica uma região especialmente suscetível à destruição do ozônio . Toda primavera ,no Hemisfério Sul , aparece um buraco na camada de ozônio sobre o continente. Os cientistas observaram que o buraco vem crescendo e que seus efeitos vem se tornando mais evidentes .Médicos da região tem relatado uma ocorrência anormal de casos de alergias e problemas de pele e visão . O Hemisfério Norte também é atingido : os Estados Unidos ,a maior parte da Europa , o norte da China e o Japão  já perderam 6% da proteção do ozônio .
 

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