segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

RUINAS SUBMERSAS


Um exemplo típico de ruínas arqueológicas foi achado a 120 pés abaixo da superfície do mar no golfo de Cambay, situado na costa ocidental da Índia. Avalia-se que a vasta cidade, descoberta por casualidade quando se fazia uma investigação sobre o efeito da contaminação do mar, poderia datar de uns 9.000 anos atrás. Fazendo uso de um rastreador do tipo sonar (que emite um raio de ondas sonoras sobre o fundo do oceano), conseguiu-se encontrar estruturas geométricas definidas a uma profundidade de 36 metros. Do sítio, foi recuperado material de construção, olaria, seções de paredes, contas, esculturas, ossos e dentes humanos. As provas de carbono indicaram que estas peças tinham 9.500 anos de antiguidade. Entretanto, é sabido que naquele território não havia civilização antes do ano 2.500 a.C. Constatou-se que a cidade descoberta, inclusive, era mais antiga do que a civilização de Harappa, que é a mais velha do subcontinente, possuindo um história de 4.000 anos de antiguidade.

Outro surpreendente caso foi dado a conhecer em janeiro de 1967, quando o Aluminaut, considerado na época como o submarino de exploração capaz de realizar a imersão mais profunda do mundo, descobriu casualmente uma estrada na zona costeira da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul. Esta estrada se estendia em linha reta por mais de quinze milhas, a uma profundidade de 900 metros, e era pavimentada com um cimento composto por uma combinação de alumina, sílica, cal, óxido de ferro e óxido de magnésio. Curiosamente, na ocasião da descoberta, a referida “estrada” encontrava-se limpa devido à ação de correntes submarinas, motivo pelo qual Arthur L. Market, comandante do Aluminaut, contou que, graças às rodas especiais adicionadas ao submarino, este pôde transitar pela enigmática pista. Explorações posteriores de mergulhadores profissionais acharam, ao final desta “estrada”, nada menos do que uma série de construções monolíticas similares a edifícios. Uma descoberta desta categoria leva muitos dos cientistas mais sérios a perguntarem-se: Que tecnologia pôde construir uma longa estrada de asfalto que se manteve em boas condições por mais de 10.000 anos?

Um acontecimento mais recente, com estas características, teve lugar em setembro de 2004, quando o mesmo tsunami que se abateu sobre as costas do sudeste asiático, removeu toneladas de areia do leito costeiro de Tâmil Nadu, na Índia, deixando a descoberto parte da cidade mítica de Mahabalipuram. Segundo a lenda local, a cidade de Mahabalipuram sofreu uma grande inundação que a fez submergir 1.000 anos atrás em apenas um dia, quando os deuses ficaram enciumados por sua beleza. A história narrada pelos habitantes locais diz que seis templos foram cobertos pelas águas, porém o sétimo ficou em pé sobre a costa. A equipe de 25 mergulhadores da Sociedade de Exploração Científica e do Instituto Nacional de Oceanografia da Índia explorou a extensa área repleta de estruturas feitas pelo homem a uma profundidade de 5-7 metros sob o mar. A extensão das ruínas submersas cobre uma área de várias milhas quadradas, numa distância de até uma milha para fora da costa. A data estimada das construções poderia ser de 1.500-1.200 anos atrás mesmo que alguns investigadores digam que procedem de até 6.000 anos atrás.

 

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